4.6.08

05 de junho - Bonifácio

BISPO, MISSIONÁRIO, MÁRTIR (5 JUNHO 754)

Winfried, cognominado Bonifácio ("bons feitos"), nasceu próximo de "Crediton in Devonshire" na Inglaterra cerca de 680 DC. Quando ele tinha 5 anos ouviu histórias contadas por alguns monges que estavam hospedados na casa de seu pai e que haviam voltado de uma missão aos pagãos do continente. Bonifácio ficou tão impressionado que decidiu seguir o exemplo deles e se tornar monge. Embora seu pai estivesse determinado de que ele teria uma carreira secular, acabou dando lugar aos rogos de seu pequeno filho e o enviou para viver em um monastério com a idade de 7 anos, como aluno e estudante. Mas ele não ficou somente na educação que ali recebia e acabou por se tornar monge e por fim diretor da escola do monastério de Nursling, em Winchester, onde escreveu a primeira gramática para o Latim na Inglaterra, e onde ministrou palestras que foram largamente copiadas e distribuídas.

Aos trinta anos, ele foi ordenado e enviado a pregar na Frísia (que fica onde hoje é a moderna Holanda), de onde ele logo foi expulso por causa da guerra entre o rei pagão e Charles Martel da França. Bonifácio, depois de uma rápida retirada, entrou em Hesse e na Baviera, tendo recebido o apoio do Papa e de Charles Martel para trabalhar ali. Em Hesse, na presença de uma grande multidão de pagãos, ele cortou o carvalho sagrado de Geismar, uma árvore de idade e cintura imensas, consagrada ao deus Thor. Conta-se que depois de apenas alguns golpes do seu machado, a árvore balançou e caiu ao chão, quebrando-se em quatro pedaços e revelando estar apodrecida por dentro. Era o começo de um esforço de missionário altamente bem-sucedido, e a plantação de uma vigorosa igreja cristã na Alemanha, onde Bonifácio acabou consagrado bispo. Ele pediu que os saxões cristãos da Inglaterra apoiassem seu trabalho entre seus irmãos no continente, e eles responderam com dinheiro, livros, suprimentos, e acima de tudo, com um suprimento constante de monges para ajudá-lo no ensino e na proclamação.

Bonifácio não limitou sua atenção à Alemanha. Trabalhou para estabelecer cooperação entre o Bispo de Roma e outros na Itália de um lado e Charles e seus sucessores na França do outro. Convenceu Carlomano e Pepino (o breve), filhos de Charles, a convocar sínodos para a reforma da igreja em seus territórios, onde o episcopado havia se tornado objeto de venda por governadores inescrupulosos a quem oferecesse mais. Ele nunca se esqueceu de seu fracasso inicial em Friesland e na velhice renunciou seu episcopado e retornou para trabalhar ali. Muitos Frísios tinham sido convertidos mais cedo por Willibrord (outro missionário de saxão de Inglaterra - 7 Nov), mas tinham decaído depois da sua morte. Bonifácio pregou entre eles com êxito considerável e reavivamento. Em 5 de junho, véspera de Pentecostes de 754, ele preparava um grupo de Frísios para confirmação quando foram atacados e foram mortos por guerreiros pagãos.

Movidos por este exemplo de vida, OREMOS:

Poderoso Deus, que chamou teu fiel servo Bonifácio para ser testemunha e mártir nas terras da Alemanha e da Frísia, que por seu trabalho árduo e sofrimento foi usado por ti para levantar um povo para ser de tua exclusiva propriedade: Derrama teu Espírito sobre tua Igreja em cada país, para que pelo serviço e sacrifício de muitos teu Reino possa chegar a todos os lugares; levanta uma geração de pais que escutem o desejo sincero de seus filhos a quem Tu chamas e que saibam valorizar a vocação expressa por pequeninos e não impedi-los de ir além de servir ao mundo e seus valores; que teu nome seja exaltado por vidas que se levantem e saibam desafiar os ídolos podres de nosso tempo: o mercado, o estado, a fama e o dinheiro. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, Um Só Deus, para sempre e sempre.

se desejar ler uma reflexão sobre Bonifácio e o Dia do Meio ambiente, clique aqui

3.6.08

PRÓPRIO 5; 5 de JUNHO a 11 de JUNHO de 2008

PREPARAÇÃO PARA DOMINGO 08/06/2008
Diariamente Salmo 50:7-15

Quinta-feira
Lamentações 1:7-11
2 Pedro 2:17-22
Salmo 50:7-15

Sexta-Feira
Lamentações 3:40-58
Atos 28:1-10
Salmo 50:7-15

Sábado
Êxodo 34:1-9
Mateus 9:27-34
Salmo 50:7-15

Domingo, 08 de Junho de 2008
Oséias5:15 - 6:6
Salmo 50:7-15
Romanos 4:13-25
MAteus 9:9-13, 18-26


REFLEXÃO SOBRE O DOMINGO 08/06/2008
Diariamente Salmo 40:1-8

Segunda- Feira
Levítico 15:25-31; 22:1-9
2 Coríntios 6:14 - 7:2
Salmo 40:1-8

Terça-feira
Oséias 8:11-14; 10:1-2
Hebreus 13:1-16
Salmo 40:1-8

Quarta-feira
Oséias 14:1-9
Mateus 12:1-8
Salmo 40:1-8

2.6.08

BLANDINA E SEUS COMPANHEIROS

(Formalmente OS MÁRTIRES DE LION -2 de JUNHO 177 DC)
Em Lion e em Viena, na Gália, haviam centros de expansão do cristianismo que haviam atraído muitos cristãos da Ásia e Grécia. A perseguição começou em 177.
No início, os Cristãos foram excluídos dos banhos públicos, dos mercados e da vida pública e social. Eles estavam sujeitos ao ataque quando apareciam em público, e muitas casas cristãs foram vandalizadas.
Quando chegou a este ponto o governo passou a se envolver, e começou a reter os cristãos sob custódia para interrogatório. Alguns escravos de lares cristãos foram torturados para obter confissões e eram induzidos a dizer que os cristãos praticavam incesto e canibalismo. Estas acusações levantaram toda a cidade contra os cristãos, particularmente contra Pothinus, o velho bispo de Lion; Sanctus, um diácono; Attalus; Maturus, um recém convertido; e Blandina, uma escrava. Pothinus foi espancado e então liberado para morrer em conseqüênica de suas feridas alguns dias depois. Sanctus foi atormentado com ferros em brasa. Blandina, torturada por todo um dia, e teria dito nada além de, "eu sou uma cristã, e nada vil é feito entre nós." Finalmente, os sobreviventes forma colocados para morrer na arena.
Assim Oremos
Senhor, permita que nós possamos seguir o exemplo destes mártires, sendo fundados e enraizados no amor a Ti, e possamos permanecer firmes quando formos perseguidos ou quando nossa aceitação pública, nossa imagem diante da comunidade e nossa participação no meio social for impedida por nosso compromisso contigo; que estejamos prontos a te amar mais do que amamos a opinião dos outros sobre nós; porJesus Cristo Nosso Senhor, Que vive e Reina contigo e que com o Espírito Santo, é um só Deus, para sempre e sempre.

31.5.08

31 de Maio - A visitação de Maria



Após o anjo Gabriel ter anunciado a Maria que ela estava prestes a se tornar a mãe de Nosso Senhor, Maria foi da Galiléia para a Judéia para visitar sua prima Isabel, que em breve seria mãe de João Batista. Esta visita está registrada em Lucas 1:39-56. Isabel cumprimentou Maria com as palavras: "Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o filho que você dará à luz!" Maria explodiu em exaltação com aquele que ficou conhecido como o cântico de Maria , ou Magnificat, começando, "Minha alma engrandece ao Senhor ". Nos é contado que mesmo João Batista, ainda não nascido, pulou de alegria no ventre de sua mãe. Assim nos são mostradas, lada a lado, duas mulheres, uma aparentemente muita velha para ter um filho, mas destinada a carregar o ultimo profeta da antiga aliança - uma época que estava acabando; e uma outra mulher, que aparentemente não estaria pronta para ter um filho, mas destinada a carregar Aquele que era, Ele mesmo, o início da nova aliança - a época que não mais acabaria.
Se alguma celebração se faz no dia de hoje, em grupos ou comunidades, se poderiam ler os textos adicionais ao lecionário:
SOFONIAS 3:14-18a(Alegre-se, o Senhor prepara para restaurar e abençoar seu povo)
SALMO 113 Isaias 12:2-6
EPÍSTOLA: Colossenses 3:12-17
EVANGELHO: Lucas 1:39-49 (ou 1:39-56)
Inspirados por esta história e pelos textos lidos, OREMOS:
Pai nos céus, pela graça com que a mãe de nosso Senhor encarnado foi abençoada ao carregá-lo no ventre, mas ainda mais abençoada por guardar e obedecer à tua Palavra, à tua voz e ao teu chamado: Dá-nos, aos que honramos a estes valores, a experiência de sua capacidade de humilhar-se e a possibilidade de seguir seu exemplo de devoção à Tua vontade; por Jesus Cristo Nosso Senhor, que vive e Reina contigo e com o Espírito Santo, um Deus, para sempre e sempre.

28.5.08

Próprio 4; 29 de Maio a 04 de junho de 2008 - ANO A

PREPARAÇÃO PARA DOMINGO 01/06/2008
Diariamente Salmo 31:1-5, 19-24

Quinta-feira
Êxodo 24:1-8
Romanos 2:17-29
Salmo 31:1-5,19-24

Sexta-Feira
Deuteronômio 30:1-5
Romanos 9:6-13
Salmo 31:1-5,19-24

Sábado
Amós 2:6-11
Mateus 7:1-6
Salmo 31:1-5,19-24

Domingo, 01 de Junho de 2008
Deuteronômio 11:18-21, 26-28
Salmo 31:1-5,19-24
Romanos 1:16-17; 3,22b-28 [29-31]
Mateus 7:21-29

REFLEXÃO SOBRE O DOMINGO 01/06/2008
Diariamente Salmo 52

Segunda- Feira
Josué 8:30-35
Romanos 2:1-11
Salmo 52

Terça-feira
Josué 24:1-2, 11-28
Romanos 3:9-22a
Salmo 52

Quarta-feira
Jó 28:12-28
Mateus 7:13-20
Salmo 52

25.5.08

O lecionario Comum Revisado

O que é um Lecionário?
Genericamente, um lecionário é uma lista de textos das escrituras bíblicas (chamadas lectio – leitura) recomendadas para o uso na adoração ou no estudo em um dia em particular. Os lecionários cristãos são usualmente construídos em torno do ano litúrgico, mas algumas vezes são centrados no ano secular ( como no caso dos planos de leitura da Bíblia em um ano). Os lecionários cristãos geralmente incluem a leitura de um texto da bíblia hebraica, um Salmo, uma leitura das epístolas e uma leitura do evangelho.


O que é ano litúrgico, ou ciclo anual da igreja?
O ano litúrgico é uma antiga forma de contar o tempo. Indo mais além do que simplesmente contar o tempo de acordo com as estações naturais, os cristãos têm, tradicionalmente, medido o tempo na sua adoração de acordo com as estações da vida do Cristo. Algumas das estações do ano litúrgico são fundadas em tradições que se ligam aos primeiros registros escritos da adoração cristã. A atual forma de calendário cristã, incluindo cores, datas e festas, foi estabelecida firmemente no ocidente no período medieval.
A adoração centrada no Ano Litúrgico permite aos cristãos se inserirem na vida de Jesus e ao mesmo mater rítmo e sincronia com grande parte dos cristãos por todo o mundo.
Estações de esperança e lamento, misericórdia e penitência, asseguram que todos os aspectos da condição humana sejam observados e tenham um lugar apropriado na prática da adoração na igreja. A repetição destas estações é também uma ferramenta na formação cristã, gentilmente inculcando uma herança de fé nas gerações.
As estações específicas se refletem em cores usadas ao redor do lugar de encontro da igreja, nos textos lidos e em outras práticas litúrgicas como o acendimento de velas na páscoa ou nas velas acesas da coroa do advento.
Quando uma festa da igreja cai no meio da semana, não é incomum celebrá-la no Domingo mais próximo, o que não é o caso com dias especiais como o Natal ou o início da quaresma.

Quais são as estações do ano litúrgico?
AdventoA estação da Espera – Começando 4 domingos antes do dia de Natal, a estação do Advento é o tempo quando a igreja olha para a segunda vinda de Jesus Cristo e para a eterna esperança dos cristãos no fim do tempo. A cor para esta estação é o púrpura (para realeza) ou o Azul Claro (lembrando Maria)
NatalA estação da Encarnação – Por 12 dias, do dia de Natal (25 de Dezembro) até a epifania (06 de Janeiro), a igreja celebra a encarnação miraculosa de Deus na pessoa de Jesus. A cor desta estação é o branco.
EpifaniaO tempo de ser iluminado - A Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério. No sentido literário, a "epifania" é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que "ilumina" a vida da personagem. Na epifania a cor pode ser o amarelo ou o dourado.
QuaresmaA estação da Reflexão – Por quarenta dias (não incluindo os domingos) antes do domingo da Pascoa a igreja reflete nos sofrimentos de Jesus Cristo. Juntos, nos aproximamos da Cruz. A adoração durante este período é tradicionalmente subordinada e penitencial. Muitas pessoas jejuam durante a quaresma. A cor desta estação é o roxo.
Semana Santa – A semana final é chamada de “Semana Santa”. Muitas igrejas se reúnem todos os dias durante a Semana Santa. No mínimo existem reuniões na Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado. A cor na Semana Santa permanece o roxo, embora algumas igrejas usem o vermelho no domingo de Ramos e preto na Sexta-feira Santa.
PáscoaA estação da Ressurreição – Por cinqüenta dias, começando com o Domingo de Páscoa, os cristãos celebram o milagre da ressurreição de Jesus e a esperança de sua própria ressurreição. A cor da páscoa é o branco ou o amarelo (por ser preciosa a glória do Cristo ressurreto). Esta estação termina no domingo de Pentecostes.
Pentecostes - A festa da inclusão e da igualdade, da presença comum e igual a todos do Espírito Santo no meio de todos e de cada um na Igreja. A cor de Pentecostes é o vermelho.
Tempo ComumA estação do crescimento e das condições para crescer – Os períodos que seguem à Epifania e ao Pentecostes são referidos como tempo comum. O foco do tempo comum é no desenvolvimento de uma pcompreensão mais profunda do discipulado cristão. A cor deste tempo é o verde (como crescem as plantas).

Qual é a origem do lecionário usado nesta página?
O sistema de lecionario adotado nesta página é o trabalho de dois corpos ecumênicos: a Consulta de Textos Comuns (CCT- Consultation on Common Texts) e posteriormente da Consulta Litúrgica Internacional da Lingua Inglesa (ELLC). O primeiro destes dois corpos remete à metade dos anos 60 e era formado por Acadêmicos Liturgicos católicos e protestantes em resposta às reformas liturgicas recomendadas pelo Concílio Vaticano II e na disseminação do Lecionário Romano de 1969 (Ordo Leclionum Missae). Respondendo a um interesse disseminado no modelo Romano, muitas igrejas protestantes no Novo Mundo fizeram adaptações nos anos 70. A CCT produziu uma harmonização, retrabalhada em 1983 e revisada em 1992. Os dois corpos representam 25 denominações cristãs nortemericanas, bem como canadenses, Neozelandesas e no Brasil a IECLB. O Lecionário Comum Revisado é usado na maioria das igrejas cristãs do Ocidente e foi adotado majoritariamente pelas igrejas do mundo inteiro, ainda que não se harmonize com as leituras das igrejas cristãs de tradição oriental. O mesmo se dá nos países latino-americanos, o que favorece o ecumenismo amplo com igrejas que se orientam por ele (igreja católica romana, anglicana, igrejas luteranas da Europa, da América do Norte, da América Latina).

Que evidências históricas podem ser citadas quanto ao uso do lecionário?
A prática da liturgia da palavra é atestada pelos textos apostólicos (como At2.42s.) e pós-apostólicos (como Didaqué, Apologia Primeira de Justino, Tradição Apostólica de Hipólito, entre outros). A liturgia da palavra é herança judaica; já no judaísmo antigo há textos fixos e previstos para os sábados e as suas festas. É do tempo de Ambrósio, de Milão, o mais antigo lecionário de que se tem notícia (entre os anos 337-377), seguido do lecionário romano (366-604), armênio (417) e de Jerusalém (417-439).

Como é estruturado o lecionário comum revisado?
O LCR oferece um ciclo de três anos com quatro leituras para cada Domingo do calendário litúrgico. Essas leituras são:

Uma Lição das escrituras judaicas (ou de atos durante a estação da páscoa)
Um Salmo
Uma Lição das Epístolas ou de Atos
Uma lição dos evangelhos

Durante o Tempo Comum, existem duas maneiras de se fazer a leitura das escrituras judaicas. Uma que progride semicontinuamente através das narrativas dos Patriarcas e do Êxodo (Ano A), as narrativas monárquicas (Ano B), e os Profetas (Ano C). A outra maneira é relacionada tematicamente às lições do evangelho para estas datas (neste ano de 2008 estamos seguindo esta maneira de ler as escrituras). Da mesma forma, durante o Tempo Comum, existe duas leituras separadas dos Salmos, uma que corresponde à lição semi contínua da Bíblia judaica e a outra que corresponde à lição dos evangelhos. No resto do ano as leituras dos Salmos e das escrituras judaicas estão relacionadas à lição do evangelho e estas às estações do ano litúrgico.Leituras adicionais são oferecidas em dias especiais e de festas.

Como se dividem os anos em A, B e C?

Esta é uma maneira de cobrir toda a escritura em período de três anos, que se repetem sucessivamente, permitindo que textos pertencentes a diferentes divisões da Bíblia interajam e que dialoguem entre si.
A leitura dos evangelhos para cada ano vêm de um dos evangelhos sinóticos de acordo com o seguinte padrão:

Ano A - Mateus
Ano B - Marcos
Ano C - Lucas
Leituras do Evangelho de João podem ser encontradas em todos os anos no LCR.

Como eu sei em que ano estou?

Os anos do lecionario vão do primeiro domingo de Advento de um ano até o domingo que o antecede no ano seguinte, assim, por exemplo, o ano A, começa em Novembro de 2004 e vai até Novembro de 2005, e assim sucessivamente. Os anos listados abaixo são os seguintes:

Ano A - 2004, 2007, 2010, 2013, 2016

Ano B - 2005, 2008, 2011, 2014, 2017

Ano C - 2006, 2009, 2012, 2015, 2018


Como usar o lecionário na celebração cristã?
O eixo central sobre o qual se move o Lecionário Comum Revisado é a Páscoa. A festa maior do cristianismo é a festa da ressurreição. Ela é celebrada a cada domingo. As leituras bíblicas indicadas para cada dia festivo são três. Dessas, o evangelho é a leitura-mor, a que fornece o tema do dia. No Lecionário Comum Revisado, a leitura do Antigo Testamento apresenta duas possibilidades: a) uma leitura bíblica que ilumina ou contesta o tema do dia; b) uma leitura semi contínua do AT. A terceira leitura é a da epístola. São denominados epístola os textos bíblicos do NT com exceção dos evangelhos. A epístola é leitura semi contínua, de modo que nem sempre se harmoniza com o tema do dia.
Outro fundamento do lecionário é que ele é pensado para ser lido por uma pessoa e ouvido pela comunidade. A comunidade acolhe a leitura e deixa o eco da leitura soar dentro de si, permitindo que o Espírito Santo sopre nos diferentes espaços de seu ser. A reflexão que é feita a seguir seria o que é denominado de homilia, isto é, uma conversa informal que integra o assunto de todas as leituras feitas, com destaque para o evangelho.

Como funciona o lecionario diário?
O lecionário diário pode ser usado para a meditação pessoal, em leituras em família, para grupos pequenos que se reúnem diariamente, para celebrações diárias onde estas sejam comuns.
O lecionário diário permite que se conte o tempo da semana de maneira distinta, colocando o Domingo como o centro da semana e da vida do cristão. Dessa forma a semana litúrgica começa toda quinta-feira, com a preparação para o domingo, os textos do Velho e do Novo testamento mudam a cada dia, porém o Salmo é relido a cada dia até o Domingo. De segunda-feira em diante reflete-se sobre o que foi lido e falado quando a comunidade esteve junta no Domingo e assim se busca evitar perder o sentido daquilo que foi visto em comum, e se aprofunda a meditação e leitura até a quarta-feira seguinte.



O que significa a palavra Próprio no lecionário?

No lecionario, durante o tempo comum - seja o que vem após a epifania, seja o que vem depois do pentecostes - as leituras pertencem a divisões chamadas Próprios.

O termo é usado em contraste a ordinário, que são as partes da liturgia que são razoavelmente estáveis. Se refere à leitura apropriada para aquela semana, naquele ano. A palavra vem do latim proprìus(a,um) e quer dizer aquilo 'que permanece, permanente, durável, estável, firme; que é propriedade de, que pertence como próprio, particular, especial, tudo que nos pertence como próprio; salutar, bom, eficaz'. Sendo assim aquilo que se considera saudável, bom e eficaz para aquela época.

24.5.08

Próprio 3; 22 a 28 Mai de 2008 - ANO A

PREPARAÇÃO PARA DOMINGO 25/05/2008
Diariamente Salmo 131

Quinta-feira
Provérbios 12: 22-28
Filipenses 2: 19-24
Salmo 131

Sexta-feira
Isaias 26: 1-6
Filipenses 2: 25-30
Salmo 131

Sábado
Isaias 31: 1-9
Lucas 11: 14-23
Salmo 131

Domingo, 25 de Maio
Isaias 49: 8 – 16a
Salmo 131
I Cor. 4: 1 – 5
Mateus 6: 24 – 34


REFLEXÃO SOBRE O DOMINGO 25/05/2008
Diariamente Salmo 104

Segunda-feira
Deuteronômio 32:1-14
Hebreus 10: 32-39
Salmo 104

Terça-feira
I Reis 17:1-16
I Coríntios 4: 6-21
Salmo 104

Quarta-feira
Isaías 66:7-13
Lucas 12:22-31
Salmo 104

9.4.08

09 de Abril 2008 - Dietrich Bonhoeffer

Texto Bíblico "Colossenses 1:16-25.Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau g procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo h, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro."

Hoje comemora-se a data da morte de um mártir e santo homem de Deus que, há 63 anos, dava sua vida e a entregava como oferta de sacrifício por confrontar a divindade de plantão e que disputava com Jesus o senhorio de vidas e das circunstâncias: O estado, e no caso particular de Bonhoeffer, o estado nazista alemão.
Dietrich Bonhoeffer conduziu sua última celebração no domingo 8 de Abril de 1945, após o quê dois guardas nazistas o chamaram "Prisioneiro Bonhoeffer, apronte-se e venha conosco", a senha que os prisioneiros conheciam e que anunciava a execução. Naquele momento ele disse as últimas palavras ouvidas por seus companheiros "Este é o fim - para mim o começo - da vida". No dia seguinte, em uma árvore que está lá até hoje, Bonhoeffer foi enforcado em Schoenberg, apenas uma semana antes dos aliados liberarem aquele campo de concentração.
Ele não adimitia que seu nome fosse inscrito no livro de orações da igreja em sua época, por que cria que sua prisão não era tão digna quanto a daqueles perseguidos por razões exclusivamente religiosas, uma vez que ele estava preso por haver conspirado contra Hitler e buscado sua derrota. Nos 50 anos de sua morte, líderes do mundo protestante , postumamente reviram o fato de acatar aquela sugestão de Bonhoeffer, pois ele, como alguém que tinha fome e sede de Justiça deu sua vida em nome da luta contra a desumanidade, a opressão e a perversão.
Podem-se encontrar as obras de Bonhoeffer em português como Discipulado, Vida em Comunhão, Prédicas e alocuções, Resistência e Submissão (cartas da prisão), ente outros.
Inspirados por este "santo do dia", OREMOS:
Gracioso Deus, que é o além no meio de nossa vida, que concedeu graça ao seu servo Dietrich Bonhoeffer para saber e ensinar a verdade como manifesta em Jesus Cristo, e para suportar o custo de seguir o mestre: Conceda que nós, fortalecidos pelo seu ensino e exemplo, possamos receber sua Palavra e abraçar seu chamado com um coração sem divisão e íntegro; por meio de Jesus Cristo Nosso Salvador, que vive e Reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, para sempre e Sempre, amém.